Ficantes, namorados e casados

dezembro 20, 2012 10 Comments »

“Estou sempre aqui lendo o blog e queria saber se o caro amigo Edmar poderia falar de união, namorados, ficantes, casamento e poderia aconselhar a todos sobre esse assunto e descrever mais o que a Biblia fala sobre amor e união. Obrigado”.

Postagem anonima

Amados internautas,

Deus cria o mundo e manifesta-nos o amor. Pede que Adão e Eva vivam-no em fecundidade.

“Deus os abençoou: Frutificai, disse ele, e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a. Dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra”. (Gn 1,28)

O namoro é a experiência de si no outro e do outro em si. É um tempo de descobrir-se para a fecundidade matrimonial. E todo namoro deve ter um propósito de santidade. Não falo apenas em conter-se na sexualidade, mas de tornarem-se uns para os outros verdadeiros exemplos em Cristo.

Os “ficantes” estão alicerçados num sentimento de libertinagem. É extremamente compreensível e ao mesmo tempo inaceitável que nossos sentimentos estejam consorciados e parcelados a cada dia. Reflete bem a cultura do descompromisso e da escravidão. Com o tempo, perdem a própria liberdade e não conseguem escolher a um só, pois não pertencem mais a si mesmos e sim aos próprios instintos.

O casamento e a família são sagrados e têm Deus por testemunha.

Deus cria o mundo a partir de uma família. Moisés, Abraão, João Batista e outros grandes personagens bíblicos estão inseridos num contexto familiar.

Jesus, para nos salvar, escolheu ter uma família. Ele realiza seu primeiro milagre em um casamento, princípio da família, ao lado de sua mãe. O Messias também falou da indissolubilidade do matrimônio.

“Todo o que abandonar sua mulher e casar com outra, comete adultério; e quem se casar com a mulher rejeitada, comete adultério também”. (Lc 16,18)

O amigo internauta pede que eu aconselhe sobre o assunto.

Não sou casado, mas graças a Deus posso testemunhar a graça do matrimônio em minha vida.

Sou filho de um casamento muito feliz. Sem meus pais, talvez não tivesse a minha fé. Meus irmãos são os espelhos que Deus permitiu observar para entender-me diferente e semelhante a eles e a Cristo.

Hoje sou livre para “ficar” com quantas meninas eu queira, mas escolhi que vou ficar apenas com uma para namorar. Sem escolha não há liberdade e hoje sou livre para optar pelo bem. Essa liberdade eu recebi em meu batismo e na sagrada eucaristia que comungo todos os domingos. E Jesus seria um desconhecido para mim se meus pais não tivessem me dado tais oportunidades.

De todas as uniões, a mais difícil é o matrimônio. Nela, não se opta em ser feliz, mas fazer o outro feliz. Nas relações de egoísmo solicita-se tudo e nega-se o coração. No matrimônio, o coração é a primeira coisa que se entrega.

Se eu pudesse indicar uma maneira de ser feliz ao lado de alguém, diria que o casamento é a fórmula perfeita.

E o amor é o sentimento mais em comum que temos com o próprio Deus.

“Nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem para conosco. Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele”. (1Jo 4,16)

Espero ter ajudado.

Um abraço e que Deus nos abençoe!

PS: Publicado em: 18 de novembro de 2010 às 10:52

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10 Comentários

  1. Ellen 18 de novembro de 2010 at 12:14 - Reply

    Amigo, amei o texto! Deu até vontade de casar…rsrs
    Beijinhos saudades

    • Edmar Araújo 18 de novembro de 2010 at 16:40 - Reply

      E eu amei sua visita aqui. É um milagre! Beijos mil. Se cuida . . .

  2. Bia Simplicio 18 de novembro de 2010 at 19:30 - Reply

    Eeeed ! gostei muito do post… Falou tudo! Mas achei lindo mesmo quando você disse que ” o amor é o sentimento mais em comum que temos com o próprio Deus. ”

    abraaaços fraternos ! *:

  3. Gleice Kelly 18 de novembro de 2010 at 20:15 - Reply

    Interessante a reflexão sobre ficantes, namorados e casados! Como uma pessoa casada (e muito bem casada, por sinal!) acrescento que é MARAVILHOSO ser casada, mas não é fácil. Alguém já imaginou duas pessoas TOTALMENTE diferente, com manias e criação bem diferente convivendo juntos? Não é simples, mas somos capazes! A única coisa que pode nos ajudar a ‘superar’ essas diferenças é o AMOR. Não o ato de amar, mas o amor verdadeiro que é declarado no altar para TODOS os seus amigos e familiares.
    Ser FAMÍLIA, ser CASADO vale muito a pena e o futuro da humanidade depende de nós!
    Abraços,
    Gleice Kelly

  4. Eliane e Seymer 18 de novembro de 2010 at 22:34 - Reply

    Oi Edmar! Adorei o seu post, e ao contrario de vc sou casada e acho q posso dizer q casamento é uma das mais belas coisas criadas por Deus. Pois amo meu casamento, sou muito feliz ao lado da minha outra metade e te confesso q casaria com ele outra vez sem medo de ser feliz…
    Abraços

  5. Haylla 18 de novembro de 2010 at 23:58 - Reply

    Eita … Mais um texto maravilhoso!!!

  6. Vivy 19 de novembro de 2010 at 12:24 - Reply

    Quanta saudade sinto da sua pessoa *–*,
    Adorei o texto, como todos os outros que voce escreve este esta lindo, o amor e o carinho com que escreve para tambem ajudar as pessoas é maravilhoso! Beijos, fica com Deus.
    Obrigada Ed suas palavras sempre me ajudaram, nem tem ideia do quanto ?

  7. Joelma Pinheiro 25 de novembro de 2010 at 21:34 - Reply

    Só hoje pude ver… mas tudo na hora certa, né mesmo?!
    Adorei, você escreveu aquilo que é a mais pura verdade, inspirado por Deus claro que é a própria verdade!
    Abraçosss e beijossss
    Fique com Deus.

  8. Lidiane Gomes 7 de dezembro de 2010 at 17:26 - Reply

    Só hj, vi, e descobri esse blog mas realmente hj eu precisava ver isso, encarei como uma mensagem de Deus pra mim, pois estou em um relacionamento, q só parece sério pra mim e não pra ele. Amei o texto, foi tudo q eu precisava saber pra tomar uma decisão.

    Abraços!!!

  9. Cinésia Medeiros 11 de abril de 2012 at 19:50 - Reply

    Oi Edmar! Adorei o seu post.. Aquele amor à moda antiga das flores, bombons e versos tornou-se raridade, infelizmente essa geração vive uma busca desenfreada pelo simples prazer do sexo, aventuras…. é o que chamo de relacionamento “roleta russa”. Um grande abraço!!!

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